Sumário
- Uma história que eu vivi dentro de uma empresa
- O que a NR-1 realmente exige (além do que está na lei)
- Por que a maioria dos RHs ainda não está preparada
- O que vai mudar nas empresas que se adequarem primeiro
- Como o SERENUS ajuda sua empresa nessa jornada
- O próximo passo é seu
TL;DR
A NR-1 exige que toda empresa brasileira inclua os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) — e a fiscalização com multas começa em maio de 2026. Em 2025, o Brasil registrou 546 mil afastamentos por saúde mental, o maior número da história. Empresas que se adequarem antes não estão apenas evitando multa: estão construindo a cultura que vai definir os melhores resultados dos próximos anos. O SERENUS 360º+NR-1 do Instituto Ferrarezi é a solução completa para diagnóstico comportamental, conformidade legal e plano de ação.
Uma história que eu vivi dentro de uma empresa {#uma-historia-que-eu-vivi}
Depois de 25 anos trabalhando com comportamento humano nas empresas, eu vi de perto muita coisa que os relatórios de RH nunca capturam.
Lembro de uma empresa de médio porte, no interior de São Paulo, onde fui chamado para fazer um diagnóstico comportamental. A diretora de RH tinha um sorriso cansado. Ela me contou, em voz baixa, que nos últimos doze meses quatro pessoas do mesmo time tinham se afastado por “problemas pessoais”. Quando eu fui a fundo no diagnóstico, a história real apareceu: um gestor com perfil dominante descontrolado, metas impossíveis, reuniões semanais que viravam sessões de humilhação velada. Burnout coletivo, disfarçado de “dificuldades pessoais.”
Naquela empresa, ninguém estava descumprindo nenhuma lei. Não havia registros de assédio formal. Os contracheques estavam em dia.
Mas o ambiente estava adoecendo as pessoas — e a empresa estava pagando um preço alto nisso, sem sequer perceber.
Eu conto essa história porque ela é mais comum do que parece. E é exatamente esse tipo de situação que a NR-1 atualizada passou a endereçar de forma obrigatória.
A norma que entrou em vigor em agosto de 2024 e que começa a ter fiscalização efetiva a partir de maio de 2026 não é burocracia. Ela é o reconhecimento legal de algo que eu já via na prática há décadas: o ambiente psicossocial do trabalho é um risco ocupacional tão real quanto um equipamento sem proteção.
O que a NR-1 realmente exige (além do que está na lei) {#o-que-a-nr1-realmente-exige}
A Portaria MTE 1.419/2024 atualizou a NR-1 para incluir os riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Pela primeira vez na história da legislação trabalhista brasileira, fatores como estresse crônico, assédio, sobrecarga mental, metas abusivas e clima organizacional tóxico entram no mesmo nível de obrigatoriedade dos riscos físicos, químicos e biológicos.
Mas o que a lei diz na prática?
O que as empresas precisam fazer:
- Diagnóstico — identificar e mapear os riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho.
- Plano de ação — elaborar medidas preventivas e corretivas com responsáveis e prazos definidos.
- Monitoramento contínuo — acompanhar a evolução dos indicadores ao longo do tempo.
- Guarda de documentação — manter registros por até 20 anos.
- Envolvimento da CIPA — integrar o tema à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
O que poucos percebem é que a NR-1 não pede apenas um documento. Ela pede evidência de processo. A fiscalização do Ministério do Trabalho vai querer ver diagnóstico feito com metodologia reconhecida, plano de ação com metas mensuráveis e registros de que a empresa acompanha os resultados. Não basta contratar um psicólogo para dar uma palestra e arquivar o certificado de presença.
Eu repito: não basta fazer uma ação pontual. A norma exige gestão contínua.
Isso muda tudo para o RH.
Por que a maioria dos RHs ainda não está preparada {#por-que-rh-nao-esta-preparado}
Os números são reveladores: 93% das empresas brasileiras operam atualmente sob alto risco psicossocial, segundo levantamento publicado pela Exame. E 68% das empresas afirmam não entender o que muda com a nova norma, de acordo com pesquisa setorial.
Eu entendo por que isso acontece.
A maioria dos profissionais de RH aprendeu a lidar com o “humano” de forma intuitiva. Contratam bem, desenvolvem programas de engajamento, fazem pesquisa de clima uma vez por ano. Mas a NR-1 exige outra coisa: metodologia, evidência e rastreabilidade.
Vi isso de perto nos últimos meses, em conversas com gestores de RH de empresas de todos os tamanhos. Há três obstáculos recorrentes:
1. Confusão conceitual: Muitas equipes de RH ainda confundem risco psicossocial com doença ocupacional. Risco psicossocial é o fator que pode gerar adoecimento — e precisa ser identificado antes do problema aparecer. A NR-1 trabalha na prevenção, não no tratamento.
2. Falta de metodologia: Pedir para os funcionários responderem uma pesquisa de satisfação não é diagnóstico de risco psicossocial. A norma exige um processo estruturado, com instrumentos validados, capazes de identificar fatores como carga cognitiva, relações interpessoais, autonomia, reconhecimento e clareza de papéis.
3. Medo do que pode aparecer: Esse é o ponto que ninguém fala abertamente. Empresas têm medo de fazer o diagnóstico porque sabem que o resultado pode ser desconfortável. E aí preferem não saber. O problema é que “não saber” não elimina o risco — e não elimina a responsabilidade legal.
Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais — o maior número da história, crescendo 15% em relação ao ano anterior (Ministério da Previdência Social, via G1). Esses números não são abstratos. Cada afastamento é um colaborador que sai da produção, uma equipe que precisa absorver mais carga, um processo de substituição que custa tempo e dinheiro.
E a partir de maio de 2026, empresas que não tiverem documentação da gestão de riscos psicossociais estarão sujeitas a multas que partem de R$ 6.708 por irregularidade e podem chegar a R$ 100 mil, conforme os critérios da NR-28 para casos graves ou reincidência.
O relógio está correndo.
O que vai mudar nas empresas que se adequarem primeiro {#o-que-vai-mudar}
Aqui está o que eu aprendi em 25 anos: as empresas que tratam compliance como oportunidade saem na frente das que tratam como ônus.
Quando uma empresa faz o diagnóstico correto de riscos psicossociais, ela não está apenas evitando multa. Ela está:
- Revelando pontos cegos de gestão que nenhuma pesquisa de clima convencional entrega.
- Identificando líderes que adoecem equipes — antes que o problema vire processo trabalhista.
- Construindo evidências de cultura organizacional saudável para atrair e reter talentos.
- Reduzindo o custo invisível do adoecimento: absenteísmo, presenteísmo, rotatividade elevada, queda de produtividade.
Vi de perto empresas que, depois de um processo de diagnóstico comportamental bem feito, reduziram o turnover em mais de 30% em 12 meses. Não porque fizeram um treinamento motivacional. Porque identificaram as causas reais do problema e agiram sobre elas com método.
Com a NR-1, o RH ganha um argumento técnico e legal para pautar discussões que antes ficavam “no campo dos sentimentos”: liderança tóxica, sobrecarga, falta de clareza de papéis. Esses fatores agora têm nome, têm metodologia de mensuração e têm peso legal.
Isso é uma virada de jogo para o RH estratégico.
Como o SERENUS 360º ajuda sua empresa nessa jornada {#como-o-serenus-ajuda}
Ao longo de 25 anos de Instituto Ferrarezi, eu aprendi que treinamento comportamental sem diagnóstico é palpite. E diagnóstico sem plano de ação é relatório que vai para gaveta.
Por isso criamos o SERENUS 360º+NR-1: uma solução completa que integra diagnóstico comportamental, relatório de conformidade legal e plano de ação estruturado para a adequação à NR-1.
O que o SERENUS 360º entrega:
- Diagnóstico comportamental validado — mapeamento dos fatores de risco psicossocial com instrumentos reconhecidos, aplicados de forma estruturada em toda a organização ou em recortes estratégicos.
- Relatório de conformidade NR-1 — documentação completa que atende as exigências do PGR, com linguagem técnica e jurídica adequada para apresentação em fiscalizações.
- Plano de ação personalizado — intervenções específicas para os riscos identificados, com responsáveis, prazos e indicadores de acompanhamento.
- Acompanhamento contínuo — suporte para que a empresa não apenas cumpra a norma no papel, mas construa de fato uma cultura de saúde psicossocial ao longo do tempo.
Não somos uma consultoria jurídica que preenche formulários. Somos um instituto comportamental com mais de 25 anos de experiência real dentro das empresas — e isso faz toda a diferença na qualidade do diagnóstico e na efetividade das intervenções.
Para quem quer entender como o Método DISC Profissional do Instituto Ferrarezi se integra ao processo de mapeamento comportamental, o caminho começa com uma conversa.
O próximo passo é seu {#proximo-passo}
Eu sei que maio de 2026 parece próximo. E é.
Mais do que a data da fiscalização, o que me preocupa é a empresa que vai chegar em 2027 ainda sem entender por que continua perdendo pessoas boas, por que o clima nunca melhora, por que a produtividade não sobe mesmo depois de vários treinamentos.
A NR-1 não vai resolver esses problemas sozinha. Mas ela abre a porta para que as empresas finalmente tratem a saúde psicossocial com a seriedade que ela merece.
E as empresas que cruzarem essa porta com método, com diagnóstico real e com plano de ação consistente — essas vão colher resultados que vão muito além da conformidade legal.
Se você quer entender como o SERENUS 360º+NR-1 se aplica à realidade da sua empresa, entre em contato agora. A conversa inicial é gratuita e já pode trazer clareza sobre os próximos passos.
Agende uma conversa com o Instituto Ferrarezi
Eugênio Ferrarezi é Master Trainer Comportamental e fundador do Instituto Ferrarezi, referência nacional em treinamento comportamental e desenvolvimento de lideranças há mais de 25 anos.